Poesia ajuda o corpo e a mente 

Ler faz bem


Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa monitoram a atividade cerebral de 30 voluntários que lerem primeiros trechos de textos clássicos de Harry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browing e Philip Larkin e depois essas mesmas passagens traduzidas para a "linguagem coloquial".

Os resultados da pesquisa mostraram que a atividade do cérebro "acelera" quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas do uso cotidiano.

Os especialistas descobriram que a poesia é mais útil que os livros de autoajuda porque afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.

Os especialistas buscam agora compreender como afetam a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.




                - Artigo retirado do site:  https://www.universia.net

O mais belo poema sobre psicoterapia foi escrito por alguém que nem sabia o que era isso...




Em 1916,  a ideia de "psicoterapia" não existia para o cidadão norte-americano comum.

Por um lado, a psicanálise de Freud estava restrita a um pequeno circulo social intelectual; por outro, o comportamentalismo ainda buscava um lugar ao sol como ciência, e se focava nas questões metodológicas e teóricas, longe de se tornar uma abordagem clínica.

Nesse contexto, um poema de uma menina de 15 anos*, publicado na Little Review, manifestava uma demanda por uma figura com características muito semelhantes à do psicoterapeuta.

Gostaria que houvesse alguém

que ouvisse a minha confissão:

não um padre - não quero que me digam meus pecados;

não minha mãe - não quero causar tristeza;

não uma amiga - não entenderia o bastante;

não um amante - seria parcial demais; não Deus - Ele é tão distante;

mas alguém que fosse ao mesmo tempo amigo,

o amante, a mãe, o padre, Deus e ainda um estranho - não julgaria nem interferiria,

e quando tudo já tivesse sido tido desde o início até o fim,

mostraria as razões das coisas,

daria força para continuar 

e para resolver tudo a minha própria maneira.



* Figueira, Sérvulo Augusto. Psicanalistas e pacientes na cultura psicanalítica. Religião e Sociedade, Rio de Janeiro: Campus, v.12,n.1,p.72, 1985.



Artigo retirado do site: https://rgpsicologia.com/2019/12/04/o-mais-belo-poema-sobre-psicoterapia-foi-escrito-por-alguem-que-nem-sabia-o-que-era-isso/




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